eco-vozes (lunarama blues)

perto longe quase não ouço
eco-vozes impulsos lentos
sons da chuva recuos no tempo
nestas curvas vôos em transe

fotogramas pontos difusos
e as janelas blues no escuro
slides na lunarama
amanhece a rua vazia

vai subindo e se esquece
no vento que sopra nas nuvens
trazendo a gente de volta
antes que tudo se acabe

 

lúpulos maltes

caminhos-luz outro lugar
braços abertos flutuar
entorpecida sensação
outras palavras adormecidas

bebo no bosque de neblina
lúpulos maltes efervescentes
no grande vidro ficar só
atrás dos olhos reflexos verdes

sons sutis outro lugar
noite fria flutuar
lua cheia intensa cor
e tudo tão perto tão perto girando

andar só e se perder
pensando nas coisas ao contrário
do que possa parecer ou desaparecer...
ou desaparecer... ou desaparecer...

no grande vidro ficar só
atrás dos olhos reflexos verdes

 


tempo fluído

cores vozes
espelhos girando
vejo a bailarina de 25

nem ao menos um sinal
móbiles nuvens de cristal

e o táxi chuvoso

céu secreto em lágrimas
onde um som dissolve
nosso último instante

lapsos submersos 
em versos
em espelhos aquáticos
ameixas caem

e ela de azul
num tempo fluído 
de paredes elásticas

cores vozes
espelhos girando
vejo a bailarina
num tempo fluído

 

corte nos lábios

corte nos lábios oscilando
em ondas claras
até chegar do outro lado
na brisa nua

corte nos lábios oscilando

você pouco ligando
espumas lunares
unknown guitar
um silêncio só seu

corte nos lábios oscilando

dispersas danças

dispersas danças
de olhos fechados
fica só a luz em você

dispersas danças
a luz em você
ficar só saída sul

dispersas danças
há luz em você...
há luz em você...
há luz em você
...

comprar cd ::: sos ::: mam ::: vg